Reunião aberta pela ministra Cármen Lúcia reuniu juízas de todo o país em Brasília para propor medidas contra entraves institucionais
Magistradas do Tribunal de Justiça do Acre participaram, na quinta-feira, 20, do 1º Encontro de Juízas no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A delegação acreana foi integrada pela desembargadora Waldirene Cordeiro e pelas juízas Rosinete dos Reis, Andrea Brito, Zenice Mota e Olívia Ribeiro, que no ato também representou a Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), entidade da qual é presidente.
O evento reuniu juízas de diversas regiões do país para discutir os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres no exercício da magistratura e estruturar propostas práticas para fortalecer a igualdade de gênero no Poder Judiciário. A reunião ocorreu na sala da 1ª Turma do STF e contou com representantes de 37 tribunais e órgãos do sistema de Justiça, abrangendo os ramos estadual, federal, do trabalho, eleitoral e militar, além de tribunais superiores e entidades associativas.
Na abertura dos trabalhos, a ministra Cármen Lúcia afirmou que o debate sobre paridade precisa se converter em providências institucionais concretas. Para a ministra, a igualdade assegurada na Constituição ainda não se concretizou de forma plena na trajetória e na ascensão profissional das juízas.
“É preciso estarmos todas na mesma página, sabendo exatamente do que estamos falando, quais são as denúncias que precisamos fazer e quais propostas temos que pensar e apresentar”, declarou Cármen Lúcia.
A metodologia do encontro contou com apresentações, relatos de experiências e divisão em grupos temáticos para identificar dificuldades no desempenho da função. Ao final da atividade, as conclusões de cada grupo foram consolidadas em plenária para serem formalmente encaminhadas às instituições competentes.